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Desde que minha filha era neném, costumava mostrar para ela o Bip Bip, ou melhor… o Papa-Léguas fugindo do Coiote. Criado em 1949 por Chuck Jones para os estúdios Warner, foi inspirado em animais reais nativos dos desertos americano, o galo-corredor.
De rodovia em rodovia pelo meio do deserto, as histórias mostram o faminto Coiote tentando capturar o Papa-Léguas, usando produtos encomendados pela ACME, uma empresa fictícia que fabrica de tudo. Só que o Papa-Léguas sempre consegue escapar, usando de astúcia, velocidade ou uma sorte absurda. No final o arqui-inimigo, sempre acaba pego por sua própria armadilha.
Diferente de desenhos semelhantes como Tom e Jerry, Ligeirinho, Frajola e Piu-Piu, onde sempre um animal é perseguido por outro, apesar do perseguidor nunca conseguir devorar seu oponente, em alguns episódios eles acabam de uma maneira ou outra obtendo alguma vitória sobre seus rivais. Já aqui, é possível notar que o Coiote jamais terminou um episódio triunfando de maneira nenhuma sobre o Papa-Léguas.
O desenho acima feito por algum maluco, mostra como os games deram novos áreas as possibilidades e para a criatividade. O Coiote finalmente captura o Bip Bip contratando o Sonic.